Tema comum em diversos meios hoje é a qualidade de vida na terceira idade: suas condições físicas, mentais e psicológicas. Hoje vamos dar ênfase à saúde física; em especial a estrutura física que compõem os ossos.
É freqüente o número de pessoas da terceira idade que apresentam fraturas ósseas associadas ou não às quedas. Estas fraturas são de extrema morbidade e mortalidade. Muitos idosos perdem sua capacidade de locomoção e ficam acamados pelo período de 2 a 3 meses ou mais, com risco de embolia pulmonar e morte. Evitar estas fraturas é fundamental.
Podemos apontar osteoporose como principal causa das fraturas.
Mas o que é osteoporose?- É uma doença sistêmica esquelética caracterizada por baixa massa óssea e deterioração da micro-arquitetura do tecido ósseo, com conseqüente aumento da fragilidade óssea e susceptibilidade à fratura. Os locais mais comuns de fraturas osteoporóticas são a coluna lombar, quadril e antebraço distal. A fratura mais comumente encontrada é a de punho, seguida da vertebral. Todavia, a mais temida delas é a de quadril que está associada a uma mortalidade de 15 a 30%, sendo que a maioria das mortes ocorre dentro os primeiros 6 meses de fratura.
Quando comparada a outras doenças, a incidência de osteoporose aos 50 anos é maior do que a doença coronariana, acidente vascular cerebral ou câncer de mama. Para compreendermos a osteoporose é preciso ter em mente que o osso é um tecido vivo que está constantemente em processo de remodelação, ou seja, o osso é constantemente removido e reformado. Durante os primeiros anos de vida – na adolescência e fase adulta – a massa óssea aumenta até atingir o seu pico entre as idades de 18 a 35 anos. Após a menopausa há um período de rápida aceleração da perda óssea. A partir daí, a taxa de perda óssea diminui. Este processo de reabsorção e formação óssea ocorre continuamente em média 10 % ao ano e ao final de 10 anos todo nosso osso é substituído. A idade é um fator de risco para a osteoporose.
A idade está associada com aumento da perda óssea que, por sua vez, pode provocar uma deterioração das propriedades mecânicas do osso. Esta deterioração leva às fraturas osteoporóticas.
O que fazer para prevenir a osteoporose?
1) Desde a infância estar atento à importância do consumo de leite e seus derivados e fazer atividades físicas expostas ao sol da manhã.
2) Praticar atividades físicas diariamente em qualquer idade, por exemplo: caminhada, corrida, exercícios de pular, etc.
3) Realizar densitometria anualmente após a menopausa.
4) Realizar exames de sangue de acordo com a avaliação médica.
Deve-se, ainda, estar atento aos fatores de risco para osteoporose:
- fratura prévia por fragilidade óssea
- baixa densidade mineral óssea
- história familiar de fratura
- idade
- baixo índice de massa corporal
- tabagismo
- alcoolismo
- tratamento com corticóide
- Portadores de AR, doença inflamatória intestinal, DPOC
- sedentarismo
Dispomos, na atualidade, de inúmeros medicamentos no combate a osteoporose: Cálcio, vitamina D, alendronato, risedronato, ranelato de estrôncio (PROTOS), teriparatida (FORTEO) e outros que ainda estão para serem lançados no Brasil.
Cada vez mais, a vitamina D vem sendo destaque no tratamento. A dosagem utilizada é em média de 1.000 a 2.000 unidades diárias. Outro medicamento com destaque é o PROTOS, com propriedades anti-reabsortivas e de estimulação da formação óssea, único com mecanismo dual de ação. Hoje, na Europa, é o principal medicamento para pacientes acima de 65 anos de idade, tanto para prevenção como para tratamento. Existem ainda várias outras substâncias sendo pesquisadas no mundo.
O combate à doenças, portanto, deve ser prioridade para aqueles que zelam por sua qualidade de vida. É gozando de boas condições físicas e mentais que o ser humano pode desfrutar de bons momentos de lazer, descontração e bem-estar. A terceira idade sabe muito bem o sabor destes momentos.
As Termas de Araxá formam um ambiente favorável àqueles que sabem cuidar de si e valorizam a saúde física e emocional.
Dr. Carlos Eugênio Ribeiro Parolini – termalista e médico reumatologista






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