A qualidade de vida na terceira idade

Tema contemporâneo relevante e necessário na nossa sociedade diz respeito aos diversos aspectos da vida do idoso, com ênfase na sua vida social, tendo em vista que as limitações que vão surgindo com o passar dos anos, acaba provocando sua exclusão social movida, quase sempre, por preconceitos.

Segundo estudos nesta área “existe na nossa sociedade uma estigmatização da identidade do idoso, que a caracteriza com deteriorização física e mental, seguida da exclusão por não mais reproduzirem. Isso acaba por restringir a imagem acerca do idoso e produz, como conseqüência, uma exclusão que vai do nível microssocial – da família, ao macro, quando se restringe sua participação ativa na comunidade. A sociedade contemporânea, inserida na lógica mercadológica, garante o espaço para aqueles que teoricamente produzem mais, limitando a entrada para os outros níveis populacionais. Assim, a juventude é priorizada e recebe os investimentos sociais, enquanto a terceira idade permanece à margem.

É que a lógica capitalista, segundo a mesma fonte, “mascara o que de fato ocorre: o idoso, excluído, não tem o espaço para mostrar sua potencialidade e, portanto, é impelido a ficar à margem. É preciso, pois, nos abrirmos para o reconhecimento de suas competências. Isso implica que as necessidades básicas desses indivíduos sejam satisfeitas, já que a conservação de suas faculdades mentais depende de uma boa qualidade de vida”. Ressaltamos, portanto, a importância do cuidado com a saúde. Gozando de saúde, o idoso está apto a  conquistar  sua autonomia e usufruir de suas competências intelectuais e sociais.

Existem alguns estudos que defendem a tese de que ocorre perda de células nervosas ao longo do processo de envelhecimento. Contudo, há descobertas científicas a respeito da regeneração do cérebro de forma a possibilitar a conservação das faculdades mentais, principalmente inteligência e memória. Isso nos mostra a importância de investir nos meios de preservação da saúde e outros cuidados básicos ao idoso, estimulando até mesmo sua socialização. Assim, fica preparado o terreno para as novas possibilidades de inserção desses sujeitos na sociedade, bem como sua autonomia funcional e cognitiva. É preciso, antes de mais nada, sair do discurso da invalidez que considera a terceira idade improdutiva para reconhecer o idoso como ser pensante, com potencial de trabalho e autônomo.

A discussão sobre longevidade torna-se cada vez mais necessária nos meios político e social, tendendo para a inclusão do idoso e valorização de sua potencialidade. “Para que as mudanças sociais atendam às exigências da modernidade, é importante que a autonomia do idoso seja priorizada, o que nos convoca, além do reconhecimento de suas qualidades já mencionado, ao desenvolvimento de novas habilidades”, afirma a psicologia.

Desta forma, é importante que o idoso seja respeitado como ser humano com todas as limitações decorrentes do passar dos anos. Se, por um lado já não possui mais a vitalidade da juventude, pelo outro, tem o conhecimento adquirido através das experiências ao longo de toda a sua vida. A partilha desses conhecimentos com outras pessoas, e até mesmo com as novas gerações, proporciona ao idoso a possibilidade de manter-se integrado à sociedade.

Esta integração é de suma importância para o idoso, uma vez que um dos prazeres consiste em relatar fatos acontecidos em sua vida e perceber que as pessoas que o cercam dão-lhe a atenção devida.

Cuidar da saúde em todos os seus aspectos, físico, psíquico, social e espiritual, se possível tomando todos os cuidados – já citados anteriormente nos outros artigos deste blog – proporcionará qualidade de vida que promoverá a autoconfiança necessária para que o idoso participe da sociedade mais ativamente.

Nas Termas do Grande Hotel Tauá de Araxá, você encontrará o ambiente necessário para que possa iniciar ou dar continuidade ao seu cuidado com a saúde, incrementando sua qualidade de vida a qualquer momento e em qualquer idade.

Dr. Carlos Eugênio Ribeiro, Parolini médico reumatologista, acupunturista e termalista.

1 Resposta para “A qualidade de vida na terceira idade”


  1. 1 Camila Ferreira Sales novembro 18, 2010 às 11:26 pm

    Concordo com o Dr. Carlos Eugênio. Como psicóloga, estou ciente da importância de se preservar a saúde e o bem -estar do idoso, assim como de todos os indivíduos, garantindo uma qualidade de vida que corresponda aos direitos humanos. Proporcionar saúde é também investir na segurança emocional do sujeito e reconhecê-lo com suas potencialidades e habilidades.


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